O momento
atual é propício pra se pensar a nossa democracia. Ao longo desses meses desde que iniciei o
blog eu sempre fiz questão de destacar a nossa fragilidade democrática – seja em
Dionísio, seja no Brasil. Acredito que ainda somos imaturos, porque se
recorremos à história podemos perceber que as eleições diretas é um tema
recente.
Mesmo morando
afastado dos grandes centros urbanos eu não deixo de acompanhar as manifestações
que tomam conta das ruas do meu país. Com o passar do tempo esses protestos
ganharam tanta força que foram se alastrando também pelo interior. Os 0,20
centavos foi só a desculpa que precisávamos para abandonar a inércia e
ingressar nas inúmeras marchas. Com a projeção que o movimento ganhou junto
dele agregou-se a união de pensamentos múltiplos. Diferentemente dos outros
movimentos de mesma natureza no Brasil, este não tem um “herói”, não tem sequer
uma figura que possamos chamar de vilão, como foi com o Collor, por exemplo, em
que as pessoas sabiam contra o que estavam lutando. O caos que o brasileiro é obrigado a conviver
todos os dias por (i) responsabilidade dos nossos governantes de uma maneira
geral, fez com que a indignação trouxesse às ruas pessoas com linhas de
pensamentos e ideologias distintas. Um mesmo movimento acolheu a “Direita” e a “Esquerda”
por que o objetivo é comum – a democratização da democracia e a reforma da mesma.
Há nas ruas espaço para todas as diversidades.
As vozes das
ruas clamam por mudanças e novas posturas dos nossos políticos. Eu vejo um novo
começo de era e precisamos nos preparar politicamente para o que está por vir.
Confirmarmos que seremos (precisamos ser!) a mudança que queremos. E enquanto o Brasil grita para o mundo a sua
insatisfação, Dionísio se cala e se curva a antiga politicagem de sempre.
Enquanto os nossos jovens bradam para tentar construir um futuro com melhores expectativas,
o nosso jovem prefeito escolheu o partido mais conservador e passou a atuar na
contramão do que hoje a nação deseja.