domingo, 7 de abril de 2013

Mais do mesmo.


Sempre atuando na contramão do desenvolvimento olhando o futuro pelo retrovisor JHF ignorou as necessidades mais urgentes do município nos seus tempos frente à PMD e quando poucos ainda acreditavam, ele foi (finalmente) cassado. Tempos depois, ainda inelegível, este lança a candidatura do filho. Colocando-o num emaranhado de falcatruas. Frederico, um jovem formado em engenharia, preferiu abrir mão de um futuro próspero para alimentar os devaneios do seu pai que sempre teve uma sede insaciável pelo dinheiro público.

Com o egoísmo delirante que todos já conhecemos ele promoveu a utilização do próprio filho como instrumento de manipulação para alcançar o poder a partir de uma ótica própria de quem vê na excreção política uma forma de garantir a exploração do dinheiro público com fins pessoais.  O que se vê em Dionísio não é somente a atuação de um farsante travestido de político, mas a perpetuação de um crime contra os interesses públicos municipais. Constituem-se em atos incompatíveis com o conceito de Política Pública, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.

A inclusão da hereditariedade na política sem obedecer aos princípios éticos que regem a sociedade é, talvez, o elemento mais emblemático em Dionísio e um revelador do desrespeito ao ofício do político. Por razões diversas os partidos e os “padrinhos políticos” têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível crer que teriam diferentes atitudes um filho que é apoiado pelo pai corrupto, por exemplo.

Dar um microfone a um fantoche, ou usá-lo como instrumento pérfido de manipulação, como fez JHF com Frederico Henriques, não faz dele um político – e, provavelmente, não irá ajudá-lo a construir um bom caráter. O que me deixa intrigado, para não dizer abestalhado, é o que me parece ser uma certa ingenuidade das pessoas ou então um certo adesismo sem crítica a qualquer campanha que surge dos tucanos. Diziam que seria um governo diferente. Onde mesmo cara-pálida?

Foi um sopro de alegria na minha tristeza quando li, pela primeira vez, a sentença da Juíza Eleitoral Vânia da Conceição Pinto da Comarca de São Domingos do Prata. Com isso eu voltei a acreditar na honestidade e na solidariedade humana. Ganhamos um espaço vital para a nossa luta.

Recentemente fui questionado sobre quem eu achava ser o melhor nome para suceder o atual prefeito cassado. O primeiro nome que me veio à mente foi o do Nando. Ele foi eleito vereador de Dionísio por dois mandatos consecutivos e demonstrou enorme vontade política. Como não convivo com ele não posso dizer as razões que o levaram, neste pleito, a se afastar da política. Respeito sua decisão e compreendo que talvez tenha sido por necessidade, mas me sinto um pouco órfão e triste em ver tão honrado cidadão abandonando uma das frentes da política por força ainda desconhecida. Aprendi a observar o seu trabalho à distância e a me orgulhar. Assim como me orgulhei do trabalho desempenhado pelo Weber Americano. De todo modo, teremos que aguardar. Ainda nos resta um longo caminho de luta pela frente.

Um comentário:

  1. Compartilho deste pensamento sobre Nando. Fez um excelente trabalho como vereador e não duvido que o faria também como prefeito.

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