Sempre
atuando na contramão do desenvolvimento olhando o futuro pelo retrovisor JHF ignorou
as necessidades mais urgentes do município nos seus tempos frente à PMD e
quando poucos ainda acreditavam, ele foi (finalmente) cassado. Tempos depois,
ainda inelegível, este lança a candidatura do filho. Colocando-o num emaranhado
de falcatruas. Frederico, um jovem formado em engenharia, preferiu abrir mão de
um futuro próspero para alimentar os devaneios do seu pai que sempre teve uma
sede insaciável pelo dinheiro público.
Com
o egoísmo delirante que todos já conhecemos ele promoveu a utilização do
próprio filho como instrumento de manipulação para alcançar o poder a partir de
uma ótica própria de quem vê na excreção política uma forma de garantir a
exploração do dinheiro público com fins pessoais. O que se vê em Dionísio não é somente a
atuação de um farsante travestido de político, mas a perpetuação de um crime contra
os interesses públicos municipais. Constituem-se em atos incompatíveis com o
conceito de Política Pública, um atentado aos direitos humanos que nos coloca,
a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um
microfone na mão.
A
inclusão da hereditariedade na política sem obedecer aos princípios éticos que
regem a sociedade é, talvez, o elemento mais emblemático em Dionísio e um revelador
do desrespeito ao ofício do político. Por razões diversas os partidos e os “padrinhos
políticos” têm lançado, ao longo
do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível crer que teriam
diferentes atitudes um filho que é apoiado pelo pai corrupto, por exemplo.
Dar
um microfone a um fantoche, ou usá-lo como instrumento pérfido de manipulação,
como fez JHF com Frederico Henriques, não faz dele um político – e,
provavelmente, não irá ajudá-lo a construir um bom caráter. O que me deixa
intrigado, para não dizer abestalhado, é o que me parece ser uma certa
ingenuidade das pessoas ou então um certo adesismo sem crítica a qualquer
campanha que surge dos tucanos. Diziam que seria um governo diferente. Onde
mesmo cara-pálida?
Foi
um sopro de alegria na minha tristeza quando li, pela primeira vez, a sentença da
Juíza Eleitoral Vânia da Conceição Pinto da Comarca de São Domingos do Prata.
Com isso eu voltei a acreditar na
honestidade e na solidariedade humana. Ganhamos um espaço vital para a nossa
luta.
Recentemente
fui questionado sobre quem eu achava ser o melhor nome para suceder o atual
prefeito cassado. O primeiro nome que me veio à mente foi o do Nando. Ele foi
eleito vereador de Dionísio por dois mandatos consecutivos e demonstrou enorme vontade
política. Como não convivo com ele não posso dizer as razões que o levaram,
neste pleito, a se afastar da política. Respeito sua decisão e compreendo que
talvez tenha sido por necessidade, mas me sinto um pouco órfão e triste em ver
tão honrado cidadão abandonando uma das frentes da política por força ainda
desconhecida. Aprendi a observar o seu trabalho à distância e a me orgulhar.
Assim como me orgulhei do trabalho desempenhado pelo Weber Americano. De todo
modo, teremos que aguardar. Ainda nos resta um longo caminho de luta pela
frente.
Compartilho deste pensamento sobre Nando. Fez um excelente trabalho como vereador e não duvido que o faria também como prefeito.
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