quinta-feira, 4 de abril de 2013

Djavú.

O dispositivo em questão, incluído pela Lei n° 11.300/2006, é um instrumento de resgate da ética no processo eleitoral e de combate à corrupção eleitoral.”. (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695) (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695)

“Saliente-se que a omissão – total ou parcial – de dados na prestação de contas denota desinteresse do candidato em submeter-se ao controle jurídico-contábil, em revelar a origem e destino exatos dados aos valores arrecadados e empregados na campanha. A falta de transparência faz brotar a presunção de que a campanha se desenvolveu por caminhos escusos, inconfessáveis, incompatíveis com os princípios que informam o Estado Democrático de Direito; induz a crença de que os autos de prestação de contas não passam de peça ficcional, longe, pois de espelhar a realidade.”. (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695)



O senso de reponsabilidade para com o dinheiro público nunca existiu dentro da coligação “Frente de Renovação Dionisiana”. Em momento algum me surpreendi com o desfecho que teve o mais novo atual prefeito cassado, Frederico Henriques. Essa política nociva ainda é defendida por muitos (o que me angustia profundamente) - pasmem - tem gente que ainda acredita na boa fé dessa gente.

Coloquemos, então, a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, na massa de manobra e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos presos a ideais vazios e fúteis. Tem sido uma luta ferrenha e necessária que inclui uma profunda reflexão sobre nossos próprios comportamentos e a exposição daqueles que, em cargos públicos, rasgam os preceitos básicos da nossa democracia.

Vamos atentar ao fato de que ele foi ELEITO pelo povo para ocupar o cargo mais alto do nosso município? Vamos prestar atenção ao fato de este garoto ser um reflexo do eleitorado? Sim, ele representa um bastião de grande ameaça aos princípios éticos, mas ele foi posto por pessoas que CONCORDAM com a sua ideologia.

Enfim, ele é a cereja de um bolo de hipocrisia, e não nos adianta focar numa cabeça da hidra enquanto outras crescem sem parar. Não devemos achar que o removendo da Prefeitura alcançaremos uma utopia de transparência e altruísmo. A maneira como devemos proceder é fazer um trabalho de formiguinha no mundo ao nosso redor, para que “Zé Henriques” e “Fredericos” da vida não encontrem lar em mentes fracas que concordam com suas ideologias ridículas, e com isso, falhem miseravelmente em terem espaço no poder público.

Assim como o próprio FH (Frederico Henriques) já havia dito em campanha ele de fato seguiu os passos do seu pai, pois ambos desrespeitaram as premissas da constituição e NUNCA corresponderam ao que esperamos de um homem público. Pois bem, terminaram o mesmo fosso, partilham da mesma vergonha de terem sido defenestrados do poder.

JHF trabalhou duramente para, em torno da imagem e nome do FH, criar e promover de modo amiúde falso moralista e paladino da ética, visando sempre alcançar o êxito político e econômico da Coligação. Além do mais o cara continuou a proferir mentiras (inclusive, já desmentida pelas próprias circunstâncias). Desce o malho nas pessoas que estão fazendo a parte delas na política, que é o Osvaldo e o Weber. ‘Bate’ num político sério e justo, que está tentando consertar tudo que está errado na política desta cidade, que vem enfrentando com coragem toda essa corja de bandidos que sangram os cofres públicos! Lidando com acusações vis de um homem desesperado pelo poder. Nós não fazemos parte deste clube patético. A política de esgoto corre por outras bandas.

Quando votamos, é para que os nossos representantes lutem pelo bem da cidade e de seus cidadãos. Na prática, o que acontece é que sustentamos uma manada de marajás, assessorados por um batalhão de aspones*, que estão levando o município de grande potencial à ruína. Volto a frisar – se a memória do saque aos cofres públicos não se tornar um patrimônio dos dionisianos então estaremos fadados a eternamente repetir a história.



* Aspone é uma gíria brasileira composta das letras iniciais da frase ASsessor de POrra NEnhuma. Aspone refere-se àquele tipo de pessoa que faz parte do quadro de funcionários de uma empresa ou repartição pública, mas na verdade não tem função alguma, por ser completamente desnecessário ou não trabalhar - está ali por ter apadrinhamento político ou familiar - significando apenas um ônus a mais na folha de pagamentos.

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