“Saliente-se que a omissão – total ou
parcial – de dados na prestação de contas denota desinteresse do candidato em
submeter-se ao controle jurídico-contábil, em revelar a origem e destino exatos
dados aos valores arrecadados e empregados na campanha. A falta de
transparência faz brotar a presunção de que a campanha se desenvolveu por
caminhos escusos, inconfessáveis, incompatíveis com os princípios que informam
o Estado Democrático de Direito; induz a crença de que os autos de prestação de
contas não passam de peça ficcional, longe, pois de espelhar a realidade.”. (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695)
O senso de reponsabilidade para com o dinheiro público nunca existiu
dentro da coligação “Frente de Renovação Dionisiana”. Em momento algum me
surpreendi com o desfecho que teve o mais novo atual prefeito cassado,
Frederico Henriques. Essa política nociva ainda é defendida por muitos (o que
me angustia profundamente) - pasmem - tem gente que ainda acredita na boa fé
dessa gente.
Coloquemos, então, a culpa no processo de formação do Brasil, na herança
do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, na massa de manobra e por
aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo
passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos presos a
ideais vazios e fúteis. Tem sido uma luta ferrenha e necessária que inclui uma
profunda reflexão sobre nossos próprios comportamentos e a exposição daqueles
que, em cargos públicos, rasgam os preceitos básicos da nossa democracia.
Vamos atentar ao fato de que ele foi ELEITO pelo
povo para ocupar o cargo mais alto do nosso município? Vamos prestar atenção ao
fato de este garoto ser um reflexo do eleitorado? Sim, ele representa um
bastião de grande ameaça aos princípios éticos, mas ele foi posto por pessoas que CONCORDAM
com a sua ideologia.
Enfim, ele é a cereja de um bolo de hipocrisia, e não nos adianta focar
numa cabeça da hidra enquanto outras crescem sem parar. Não devemos achar que o
removendo da Prefeitura alcançaremos uma utopia de transparência e altruísmo. A
maneira como devemos proceder é fazer um trabalho de formiguinha no mundo ao
nosso redor, para que “Zé Henriques” e “Fredericos” da vida não encontrem lar
em mentes fracas que concordam com suas ideologias ridículas, e com isso,
falhem miseravelmente em terem espaço no poder público.
Assim como o próprio FH (Frederico
Henriques) já havia dito em campanha ele de fato seguiu os passos do seu pai,
pois ambos desrespeitaram as premissas da
constituição e NUNCA corresponderam ao que esperamos de um homem público. Pois
bem, terminaram o mesmo fosso, partilham da mesma vergonha de terem sido defenestrados do poder.
JHF trabalhou duramente para, em
torno da imagem e nome do FH, criar e
promover de modo amiúde falso moralista e paladino da ética, visando sempre
alcançar o êxito político e econômico da Coligação. Além do mais o cara
continuou a proferir mentiras (inclusive, já desmentida pelas próprias
circunstâncias). Desce o malho nas pessoas que estão fazendo a parte delas na
política, que é o Osvaldo e o Weber. ‘Bate’ num político sério e justo, que
está tentando consertar tudo que está errado na política desta cidade, que vem
enfrentando com coragem toda essa corja de bandidos que sangram os cofres
públicos! Lidando com acusações vis de um homem desesperado pelo poder. Nós não
fazemos parte deste clube patético. A política de esgoto corre por outras
bandas.
Quando votamos, é para que os nossos representantes lutem pelo bem da
cidade e de seus cidadãos. Na prática, o que acontece é que sustentamos uma
manada de marajás, assessorados por um batalhão de aspones*, que estão levando
o município de grande potencial à ruína. Volto a frisar – se a
memória do saque aos cofres públicos não se tornar um patrimônio dos
dionisianos então estaremos fadados a eternamente repetir a história.
* Aspone é uma gíria
brasileira composta das letras iniciais da frase ASsessor de POrra NEnhuma.
Aspone refere-se àquele tipo de pessoa que faz parte do quadro de funcionários
de uma empresa ou repartição pública, mas na verdade não tem função alguma, por
ser completamente desnecessário ou não trabalhar - está ali por ter
apadrinhamento político ou familiar - significando apenas um ônus a mais na
folha de pagamentos.
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