quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nada é mais poderoso do que uma ideia que chegou no tempo certo. Victor Hugo.


Quando Weber Americano veio a Dionísio como candidato às eleições de 2004 ele veio com uma bagagem cheia de novas ideias. Uma ideia cujo tempo chegou é indestrutível. Não é a ideia que a gente tem, mas a ideia que nos possui. Quando isso acontece, nós nos tornamos uma potência para transformá-la em realidade.

As pessoas sentiram, naquele momento, que essa era a oportunidade para a melhor mudança. Militantes que abraçaram a campanha e apostaram na vitória do Weber tal qual a oposição que tinha certeza de uma vitória larga se surpreenderam com os poucos 31 votos de diferença que deram a José Henriques a conquista daquele pleito. No entanto, o inevitável aconteceu - JHF foi cassado. Weber assumiu a Prefeitura e os sonhos de CADA cidadão.

Em sua gestão ele viabilizou a concretização de cada sonho possível, não demonstrou preocupação alguma em agradar o povo ludibriando-o com festas ou empregos para, assim, garantir votos. Infelizmente, e isso ficou comprovado na última eleição, o que realmente importa para a maior parte da população dionisiana é a "simpatia" de um candidato; o trabalho desempenhado por ele perde em valor. Para outros, porém, que foram direta ou indiretamente beneficiados com as inúmeras ações implementadas em Dionísio e se permitiram abrir a janela permanentemente fechada do partidarismo viram nele o verdadeiro espírito de liderança daquela década.

Um líder não pode dar ao seu povo um destino, mas deve mostrar o caminho. Weber queria um povo forte, sábio, soberano; contribuiu da forma como pôde para nos ajudar a construir um caminho que ainda hoje muitos seguem. Outros, talvez sem saber, optaram pelo regresso. Apostaram que Frederico seria também uma mudança, mas ele está hoje no lugar previsível para aqueles que almejam o cumprimento da Justiça - está no mesmo ponto que repousa o inesquecível passado político do seu pai. Qual a argumentação agora?

A população e seus políticos tem que aprender que se tratando do bem estar social de um povo a Cidade se torna uma UNIDADE. Temos que aprender a desfrutar da coautoria de modo a não desmerecer o trabalho que já foi feito - como assim criticou JHF e sua militância que outrora ocuparam o poder, mas não fizeram e hoje insistem em pejorar. Temos que nos colocar mais como mobilizadores em torno da causa democrática do que como provedores de respostas prontas. O partido do PSDB em Dionísio já perdeu há muito a sua capacidade de se conectar a utopia do município.

Eu tenho certeza que esses novos ativistas que vem surgindo na nossa cidade não irão permitir a morte dessas boas ideias e não irão deixar que a nossa democracia seja subtraída. 

terça-feira, 9 de abril de 2013


Soube que vocês nada querem aprender
Então devo concluir que são milionários.
Seu futuro está garantido – à sua frente
Iluminado. Seus pais
Cuidaram para que seus pés
Não topassem com nenhuma pedra. Neste caso
Você nada precisa aprender. Assim como é
Pode ficar.
Havendo ainda dificuldades, pois os tempos
Como ouvi dizer, são incertos
Você tem seus líderes, que lhe dizem exatamente
O que tem a fazer, para que vocês estejam bem.
Eles leram aqueles que sabem
As verdades válidas para todos os tempos
E as receitas que sempre funcionam.
Onde há tantos a seu favor
Você não precisa levantar um dedo.
Sem dúvida, se fosse diferente
Você teria que aprender.

Bertolt Brecht.

Quero me direcionar hoje principalmente para os jovens desinteressados em adquirir senso crítico, quero expor os fatos de maneira provocativa. Quero deixar bem clara a minha intenção para os politicamente apáticos e conformados que não participam de nada e entregam tudo na mão daqueles que detém e abusam do poder.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Por irresponsabilidade da atual gestão o "sonho da casa própria" será adiado.


O município de Dionísio foi contemplado pelo Ministério das Cidades com o valor de um milhão de reais para a construção de quarenta casas populares. Para a execução deste empreendimento foi escolhida a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerias, COHAB/MINAS, por possuir estrutura adequada para o projeto e por estar devidamente autorizada, operando no programa Minha Casa, Minha Vida para municípios com população limitada a até 50.000 habitantes. 
O ex-prefeito Weber Americano assinou em junho de 2012 uma cooperação entre o Ministério das Cidades, a COHAB e o Município de Dionísio. Essa contemplação do município só foi possível por se enquadrar nos termos do programa e por ter a proposta aprovada no processo seletivo nacional.
As habitações visam beneficiar candidatos que se enquadram nos seguintes critérios: não possuir imóvel residencial ou financiamento de imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação; ser residente no Município por período igual ou superior a dois anos; ter renda mensal bruta comprovada de um salário mínimo até no máximo R$1.600,00; entre outros.
Fica a cargo do município apenas o dever de ceder o terreno a ser edificado e abrir uma via de acesso e demais infraestruturas básicas (pavimentação de nível primário e meios fios, iluminação pública, abastecimento de água e energia elétrica, solução de esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais, quando necessário). 
A data limite para a finalização das casas populares está prevista para o final de 2013, ou seja, a prefeitura tem até o mês de abril para arrumar o local e tomar as devidas providências pois, ao exceder esse limite, as construções não seriam finalizadas a tempo. Caso uma das partes não cumpra o contrato, a parte prejudicada deverá ser indenizada judicialmente. O valor da multa varia, uma vez que ela está diretamente relacionada aos valores gastos pela parte lesada.
Pensando no curto prazo que há pela frente, a vereadora Ivanise Cristina Vieira de Castro Martins solicitou ao chefe do Executivo Municipal o devido cumprimento do convênio. Através de um requerimento, a vereadora solicitou o cumprimento firmado entre o Ministério das Cidades, a COHAB e o poder Executivo Municipal. Como justificativa, Ivanise afirmou em documento: “Trata-se de um benefício de fundamental importância para toda a população de Dionísio, visto que inúmeras famílias carentes necessitam das habitações que serão construídas com a devida execução do convênio 4661-00-12”.
A COHAB enviou ao prefeito um documento no qual solicita providências para iniciar os serviços relativos à localização da obra e execução da terraplanagem do sistema viário. Consta ainda no mesmo documento o prazo de, no máximo, cinco dias a partir de 4 de Março de 2013 para que as devidas providências sejam tomadas. Entretanto, o terreno ainda não foi cedido pela prefeitura.
As casas populares inicialmente seriam construídas no conjunto habitacional Maria Joaquina, mas não há andamento das negociações de compra do terreno. Caso a prefeitura não cumpra a execução do contrato, ela deverá pagar uma multa a COHAB e entrar, novamente, na lista de municípios inadimplentes.

Segundo as palavras da vereadora Ivanise: "... infelizmente parece q não vamos ter casa,é uma pena.Mas,eu fiz minha parte.Dediquei muito a esse projeto.E agora como representante do povo fiz uma reivindicação na câmara Municipal.".

domingo, 7 de abril de 2013

Mais do mesmo.


Sempre atuando na contramão do desenvolvimento olhando o futuro pelo retrovisor JHF ignorou as necessidades mais urgentes do município nos seus tempos frente à PMD e quando poucos ainda acreditavam, ele foi (finalmente) cassado. Tempos depois, ainda inelegível, este lança a candidatura do filho. Colocando-o num emaranhado de falcatruas. Frederico, um jovem formado em engenharia, preferiu abrir mão de um futuro próspero para alimentar os devaneios do seu pai que sempre teve uma sede insaciável pelo dinheiro público.

Com o egoísmo delirante que todos já conhecemos ele promoveu a utilização do próprio filho como instrumento de manipulação para alcançar o poder a partir de uma ótica própria de quem vê na excreção política uma forma de garantir a exploração do dinheiro público com fins pessoais.  O que se vê em Dionísio não é somente a atuação de um farsante travestido de político, mas a perpetuação de um crime contra os interesses públicos municipais. Constituem-se em atos incompatíveis com o conceito de Política Pública, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.

A inclusão da hereditariedade na política sem obedecer aos princípios éticos que regem a sociedade é, talvez, o elemento mais emblemático em Dionísio e um revelador do desrespeito ao ofício do político. Por razões diversas os partidos e os “padrinhos políticos” têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível crer que teriam diferentes atitudes um filho que é apoiado pelo pai corrupto, por exemplo.

Dar um microfone a um fantoche, ou usá-lo como instrumento pérfido de manipulação, como fez JHF com Frederico Henriques, não faz dele um político – e, provavelmente, não irá ajudá-lo a construir um bom caráter. O que me deixa intrigado, para não dizer abestalhado, é o que me parece ser uma certa ingenuidade das pessoas ou então um certo adesismo sem crítica a qualquer campanha que surge dos tucanos. Diziam que seria um governo diferente. Onde mesmo cara-pálida?

Foi um sopro de alegria na minha tristeza quando li, pela primeira vez, a sentença da Juíza Eleitoral Vânia da Conceição Pinto da Comarca de São Domingos do Prata. Com isso eu voltei a acreditar na honestidade e na solidariedade humana. Ganhamos um espaço vital para a nossa luta.

Recentemente fui questionado sobre quem eu achava ser o melhor nome para suceder o atual prefeito cassado. O primeiro nome que me veio à mente foi o do Nando. Ele foi eleito vereador de Dionísio por dois mandatos consecutivos e demonstrou enorme vontade política. Como não convivo com ele não posso dizer as razões que o levaram, neste pleito, a se afastar da política. Respeito sua decisão e compreendo que talvez tenha sido por necessidade, mas me sinto um pouco órfão e triste em ver tão honrado cidadão abandonando uma das frentes da política por força ainda desconhecida. Aprendi a observar o seu trabalho à distância e a me orgulhar. Assim como me orgulhei do trabalho desempenhado pelo Weber Americano. De todo modo, teremos que aguardar. Ainda nos resta um longo caminho de luta pela frente.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Djavú.

O dispositivo em questão, incluído pela Lei n° 11.300/2006, é um instrumento de resgate da ética no processo eleitoral e de combate à corrupção eleitoral.”. (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695) (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695)

“Saliente-se que a omissão – total ou parcial – de dados na prestação de contas denota desinteresse do candidato em submeter-se ao controle jurídico-contábil, em revelar a origem e destino exatos dados aos valores arrecadados e empregados na campanha. A falta de transparência faz brotar a presunção de que a campanha se desenvolveu por caminhos escusos, inconfessáveis, incompatíveis com os princípios que informam o Estado Democrático de Direito; induz a crença de que os autos de prestação de contas não passam de peça ficcional, longe, pois de espelhar a realidade.”. (http://www.tse.jus.br/sadJudSadpPush/RecuperaArquivo.do?sqImagemDoc=857695)



O senso de reponsabilidade para com o dinheiro público nunca existiu dentro da coligação “Frente de Renovação Dionisiana”. Em momento algum me surpreendi com o desfecho que teve o mais novo atual prefeito cassado, Frederico Henriques. Essa política nociva ainda é defendida por muitos (o que me angustia profundamente) - pasmem - tem gente que ainda acredita na boa fé dessa gente.

Coloquemos, então, a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, na massa de manobra e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos presos a ideais vazios e fúteis. Tem sido uma luta ferrenha e necessária que inclui uma profunda reflexão sobre nossos próprios comportamentos e a exposição daqueles que, em cargos públicos, rasgam os preceitos básicos da nossa democracia.

Vamos atentar ao fato de que ele foi ELEITO pelo povo para ocupar o cargo mais alto do nosso município? Vamos prestar atenção ao fato de este garoto ser um reflexo do eleitorado? Sim, ele representa um bastião de grande ameaça aos princípios éticos, mas ele foi posto por pessoas que CONCORDAM com a sua ideologia.

Enfim, ele é a cereja de um bolo de hipocrisia, e não nos adianta focar numa cabeça da hidra enquanto outras crescem sem parar. Não devemos achar que o removendo da Prefeitura alcançaremos uma utopia de transparência e altruísmo. A maneira como devemos proceder é fazer um trabalho de formiguinha no mundo ao nosso redor, para que “Zé Henriques” e “Fredericos” da vida não encontrem lar em mentes fracas que concordam com suas ideologias ridículas, e com isso, falhem miseravelmente em terem espaço no poder público.

Assim como o próprio FH (Frederico Henriques) já havia dito em campanha ele de fato seguiu os passos do seu pai, pois ambos desrespeitaram as premissas da constituição e NUNCA corresponderam ao que esperamos de um homem público. Pois bem, terminaram o mesmo fosso, partilham da mesma vergonha de terem sido defenestrados do poder.

JHF trabalhou duramente para, em torno da imagem e nome do FH, criar e promover de modo amiúde falso moralista e paladino da ética, visando sempre alcançar o êxito político e econômico da Coligação. Além do mais o cara continuou a proferir mentiras (inclusive, já desmentida pelas próprias circunstâncias). Desce o malho nas pessoas que estão fazendo a parte delas na política, que é o Osvaldo e o Weber. ‘Bate’ num político sério e justo, que está tentando consertar tudo que está errado na política desta cidade, que vem enfrentando com coragem toda essa corja de bandidos que sangram os cofres públicos! Lidando com acusações vis de um homem desesperado pelo poder. Nós não fazemos parte deste clube patético. A política de esgoto corre por outras bandas.

Quando votamos, é para que os nossos representantes lutem pelo bem da cidade e de seus cidadãos. Na prática, o que acontece é que sustentamos uma manada de marajás, assessorados por um batalhão de aspones*, que estão levando o município de grande potencial à ruína. Volto a frisar – se a memória do saque aos cofres públicos não se tornar um patrimônio dos dionisianos então estaremos fadados a eternamente repetir a história.



* Aspone é uma gíria brasileira composta das letras iniciais da frase ASsessor de POrra NEnhuma. Aspone refere-se àquele tipo de pessoa que faz parte do quadro de funcionários de uma empresa ou repartição pública, mas na verdade não tem função alguma, por ser completamente desnecessário ou não trabalhar - está ali por ter apadrinhamento político ou familiar - significando apenas um ônus a mais na folha de pagamentos.