segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

“Ensinar o povo ver criticamente o mundo é sempre uma prática incômoda para os que fundam os seus poderes sobre a inocência dos explorados.” Paulo Freire.


A política é um fenômeno interessante. Quando a política falha acontece a guerra - diziam os filósofos gregos. Mas quando a Política É falha acontece a perpetuação de um estado coletivo de anestesia, provocado justamente pelo interesse político de quem se mantém no poder por conta da ignorância coletiva. Para entender de forma mais simples possível - hoje o mundo não é mais polarizado como há tempos atrás. As ideologias foram deixadas na gaveta e o termo "Governabilidade" fora criado para justificar alianças que jamais seriam aceitas em outras épocas.


Esse sistema representativo, que dizem ser a democracia, interessa aos poderosos, à elite, aos próprios parlamentares que se transformam em casta e fazem da condição de “políticos” uma profissão, mas que não representa nada de democracia, de direitos e igualdade para a grande maioria da população.

É se iludir, e iludir o povo, dizer que esse ou aquele prefeito ou vereador irá representar uma mudança política na Prefeitura. Mudança verdadeira, que representou outra concepção de democracia, justiça social e ética no fazer política, se deu no dia que Weber, em meados de 2008, assumiu a prefeitura. E é válido lembrar que dentre os dois candidatos que disputaram a Prefeitura nesse pleito, o Osvaldo foi o único que firmou o compromisso da continuidade desse perfil administrativo. A questão central, no meu entender, é que seja no Executivo, Legislativo ou nas ruas, os cidadãos (em sua maioria) vivem e fazem política a partir dos seus interesses e de seus grupos ou partidos, da manutenção de seus cargos e de seus feudos eleitorais, pouco se importando com os interesses e as lutas do povo altruísta.

Sonho com o dia em que o povo terá condições efetivas de determinar os rumos do país e dos municípios, de impor soberanamente sua vontade, de exercer diretamente o poder, sem intermediários, atravessadores e enganadores.

Enquanto isso sai Sarney e entra Calheiros, sai José Henriques e entra Frederico, a festa continua sendo deles, e nós nem mesmo somos chamados para figurantes dessa festa podre.

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