Até quando José
Henriques vai usar seu filho Frederico, como porta-voz de suas angústias de
prefeito cassado? O Zé é um emblema da
corrupção dionisiana desde que foi defenestrado do poder, há cinco anos,
afogado no pântano de denúncias que resultaram em sua cassação. Com empenho
infatigável, vejam só quem volta a aparecer em defesa da democracia e da
honestidade - o conjunto de forças políticas que ajudaram o Frederico a se
eleger prefeito, as mesmas que estiveram ao lado do seu pai quando este promoveu
uma insaciável sangria dos cofres públicos.
Ao lançar mão de meios tão chulos para conquistar votos, os tucanos
cometem um ato de covardia contra seus eleitores e contra a própria história da
política ideal, ficando cada vez mais distante de valores e princípios que hoje
se esvaem a olhos vistos – menos pelo que se mostra nos discursos inflamados de
razão, mas não moral, mais pelo simbolismo estarrecedor, ora pelo silêncio dos
cúmplices, ora pelo histrionismo barato com o qual Frederico pretende se
incluir na galeria moral da Prefeitura, o que jamais ocorrerá.
Ao delegar ao Frederico a missão de impor respeito, civilidade e falso
moralismo no trato dos assuntos políticos, José Henriques desafia o bom senso
da população. A atual circunstância, no fim das contas, revela o caráter
predatório da política do PSDB, e é lamentável que agrupamentos políticos se
lambuzem nessa lama oportunista no pior estilo ‘Pão & Circo. Nesse ritmo,
morrerão todos juntos e abraçados, Frederico e aqueles que dele fazem um
paladino de ocasião. Para aqueles que realmente querem justiça, esse é o pior
dos mundos.
José Henriques Ferreira tem, claro, as suas razões para espernear: perdeu
a renda extra que os desvios de verba lhe proporcionava, jamais voltará a
disputar qualquer eleição, pois hoje ele
é um típico “Ficha Suja”. Weber foi um feroz revelador dos vícios de campanha
do JHF ao lado da tropa de achacadores, lavadores de dinheiro e pilantras em
geral comandados pelo mesmo cassado que lançou seu filho a prefeitura, eleito
por imbecis que se convenceram da argumentação barata e sem grandes propósitos
que se valeram a FRD nos tempos de campanha.
Frederico Henriques já se torna um sintoma do apodrecimento da política municipal
antes mesmo de tomar posse na Prefeitura sob aplausos dos parasitas que
passaram os últimos cinco anos maquinando a volta ao poder e o acesso ao
dinheiro fácil e cargos ditos de confiança. Trata-se de um herdeiro legítimo do
pior tipo da cultura política nacional, fruto de décadas de dominação baseada
na intimidação moral de uma parcela da população transformada em curral
eleitoral, que o diga Baixa Verde.
Por isso, é impossível dissociá-lo dessa mesma estrutura arcaica e
reacionária de política contra a qual, agora, ele finge se voltar. Em vista de
tudo isso, nós continuamos aqui como vaquinhas de presépio, tudo vendo e nada
fazendo? Até quando, meu povo, vamos colocar o poder nas mãos de quem não tem o
menor compromisso com a honestidade e tão pouco com a população? Até quando?
Weber Americano teve algum compromisso com a população?
ResponderExcluirEntão me explica o porquê o candidato apoiado por ele, Osvaldo Araujo, não foi eleito?
Se Weber e Osvaldo fizeram uma boa gestão, onde administraram para todos e não para uma minoria, o porquê as comunidades rurais nos últimos anos não receberam nenhum “grande” investimento? E por que essas mesmas comunidades votaram macicamente contra eles?
E se investiram na sede, o porquê lá Osvaldo e sua turma tiveram uma pequena frente de votos?
E ainda, por que apenas dois vereadores que apoiaram Osvaldo foram eleitos? (sendo que um é de conhecimento de toda a população, que por sua ingenuidade acabou sendo filiado a um partido que não queria e, inclusive, pediu voto para Frederico durante a campanha).
O porquê em Baixa-Verde, Osvaldo e Éden (que, diga-se de passagem, faz parte daquela comunidade) tiveram menos votos do que o vereador mais votado do distrito?
E ainda, em uma partida, sempre vence o melhor (certo?), então por que Osvaldo não venceu?
E mais, discordo completamente do autor deste blog de chamar Baixa-Verde de “curral eleitoral”, pois ninguém foi submetido ao “voto de cabresto” e todos que votaram em Frederico nestas eleições foi por pura e espontânea vontade e também em resposta as eleições de 2008, quando os moradores da comunidade tiveram que ouvir que sequer sabiam votar, uma vez que além de ajudar eleger o Weber (que nada fez pela comunidade- aliás, por que você não fala das obras de Weber nas comunidades rurais? -, onde naquela ocasião ficou em terceiro lugar), não elegeu nenhum vereador. Agora, não só “enchemos” o balaio de Frederico como elegemos três vereadores e, inclusive, o Presidente da Câmara. Literalmente, agora vocês vão tem que nos engolir.
E lembre-se: “Nem sempre o formador de opinião está correto, pois ele jamais, mostrará os dois lados da moeda, ou ele mostrará um, ou ele mostrará outro. Ou seja, o ele “maquia” a verdade ou “maquia” a mentira”.
E outra, por que após a derrota nas urnas, a torre de celular de Baixa-Verde não recebeu os reparos necessários para pegar telefonia móvel de qualidade? E por que a rua que eles começaram a asfaltar naquela mesma comunidade está abandonada?
ResponderExcluirSe os melhores políticos são eleitos, então me explica como Fernando Collor de Melo chegou à Presidência da república e como ele foi eleito como Senador de Alagoas. Já ouviu falar em Demóstenes Torres. Este também foi eleito senador e teve seu mandado recentemente cassado. Poderia enumerar uma lista enorme de políticos que foram eleitos e reeleitos e hoje estão envolvidos em diversos escândalos de corrupção Brasil afora.
ExcluirPeço, por conseguinte, que me aponte quantas obras foram realizadas, inauguradas e finalizadas no governo tucano, mas peço que o faça em um quadro comparativo com a gestão atual.
Veja, por exemplo, o SENAI. Isso se chama compromisso com o cidadão, com a educação, a não alienação – leia: http://acordadionisiano.blogspot.com.br/2012/11/um-sonho-que-se-sonha-so-e-so-um-sonho.html. Festa, cerveja, jogos... desculpe, mas é ingenuidade pensar nesses fatores como política pública. O asfalto na Serra, na Melo, na Baixadinha. O espaço de lazer recuperado e, diga-se de passagem, muito bem pensado – A Praça JK. O projeto gratuito de aulas de violão ministradas pelo professor Lili que fez um excelente trabalho junto à população, a sede da Banda de Música e a compra de instrumentos novos. Nos tempos da administração tucana os músicos ensaiavam no salão paroquial com instrumentos velhos e alguns furados. Contava apenas com a ajuda da paróquia e da comunidade para arcar com as despesas. Sabia que pra todos esses projetos culturais o município recebe verbas para mantê-los? Se antes a verba não chegava ate a banda e o projeto de violão era inexistente, pra onde ia todo o dinheiro?
“Vão ter que nos engolir” – logo se percebe que o seu entendimento sobre democracia é abstrato. Convido você a fazer uma leitura das obras de um pensador chamado Alexis de Tocqueville. Vou adiantando e repetindo exatamente o que eu ja havia dito para outro leitor do blog - Existe um conceito criado por Tocqueville que nos conta sobre a conciliação da liberdade e da igualdade. Ele nos fala dos perigos do mundo moderno; são eles: Tirania da maioria e o surgimento de um Estado despótico-democrático. Um dos remédios para essa questão está no atendimento aos interesses múltiplos. Criar-se-ia um estado de vigília permanente para impedir que o “despotismo” governe, ou seja, dentro de uma democracia não se pode prevalecer somente a vontade da maioria. Quando citei “pensar ser a festa da democracia” fiz um convite a todos para pensar justamente nessa minoria que é sufocada pelos interesses unilaterais. Faço uso do mecanismo que me é apresentado para resistir. Para tentar ser capaz de fazer com que parta da própria sociedade uma reinvindicação de uma instância intermediária (entenda intermediária como um canal de comunicação e diálogo com o executivo, não como um ‘poder’ moderador) que faça com que os indivíduos sejam arrancados da individualidade e possam se ingressar na vida política, permanentemente. Uma sociedade que pense em problemas diferentes dos seus. Eu, por exemplo, nunca fiz uso das instalações do Hospital São Sebastião, entretanto é do meu conhecimento que direitos básicos e gratuitos tinham que ser pagos pelos cidadãos nas épocas da administração do tucano JHF. Ora, era também a foto dele que eu via nos outdoors espalhados pela cidade. Ocorre um simbolismo, portanto, que essa politica adotada por ele, em seu mandato, irá prevalecer também no mandato de seu filho. (http://acordadionisiano.blogspot.com.br/2012/10/um-fato-que-nos-envergonha.html) – comentários.
ExcluirO termo “curral eleitoral” funciona como uma adaptação dessa expressão nos tempos contemporâneos. A sutil intimidação moral dos eleitores conduzem os cidadãos a votarem em conformidade com os intimidadores sem sequer se darem conta das consequências que isso gerará. Mas de tudo isso o que mais me admira é ver o falso moralismo com que argumentam os tucanos e seus eleitores. Se não estiveram satisfeitos com a política do Weber por alegar que este não fez nada, o que é uma ingratidão enorme haja vista que as obras estão ai saltando a nossos olhos e isso é inquestionável - então eu me pergunto – quais os méritos são estabelecidos para se ter votado em Frederico? O seu pai negligenciou necessidades urgentes da população, promoveu inúmeros desvios de dinheiro público, abandonou a saúde deixando os munícipes a mercê da sorte... por que confiar a prefeitura nas mãos do filho de um prefeito cassado??
Ate hoje as únicas razões que eu ouvi que levaram o cidadão a votar em Frederico não foram seus méritos, mas a rejeição ao nome do Osvaldo. Ora, votar no “menos pior”? Onde vamos chegar? Se são todos, a principio, tão detentores da moralidade, então por que não anularam o voto ou votaram em branco para não serem coniventes com nenhuma ideologia divergente das suas?
Quanto à situação do asfalto em Baixa Verde e a torre de celular eu não tenho essas respostas. Sou um cidadão comum que fala sobre o que vê. Procure a administração responsável por essas obras em busca de uma solução viável e uma explicação plausível. E conteste sempre, independente do partido. Essa é a chave que nos faz abrir a porta, que nos faz sair da ignorância e nos conduz à participação política – dever de todo cidadão.