Quem participa ativamente da vida
política sabe a devoção que é. Cantamos, pulamos, gritamos e até choramos. Em Dionísio
não é só a democracia que dá show, nós também. E eu não estou falando em
partidos. Estou falando sobre ideologias, sobre fidelidade aos princípios morais
e éticos que regem a sociedade (claro, para aqueles que os contemplam e
praticam).
Weber, em sua gestão, provou que as rinchas políticas podem ser superadas. Sua grandeza não reside somente na sua genialidade, comprovada com tamanha aceitação da população (comprovada pela pesquisa realizada para a aprovação ou não de sua gestão frente à prefeitura. Não tem nenhuma ligação com o resultado das eleições), mas na sua concepção da vida e na profundidade das suas ideologias e sonhos. Aprendemos muito com ele nesses tempos.
Tem pessoas que ainda acredita,
inocentemente, que ainda vivemos na mesma justiça de anos atrás. As coisas
mudaram. A justiça optou pela ótica interpretativa que privilegie a proteção
dos interesses maiores de toda a coletividade, que afirme a probidade e a
moralidade administrativas como valores superiores da nossa cidade.
Aliás, faria um bem enorme se o prefeito
cassado parasse de tentar de se intrometer na prefeitura no pior modo custe o
que custar. Sim, porque quando ele enfiou seu filho nessa sujeira toda, ele já
sabia as possíveis consequências que isso implicaria. Tá aí os fatos que,
novamente, não me deixam mentir.
A fé cega desse meu povo (ou seria mero orgulho?) lhes impedem de reconhecer que aquele erro tanto citado na campanha eleitoral era evidente.
Na verdade eu acho que não se trata
apenas da impotência que a criminalização da vida política - citada ontem – tem
em sensibilizar a sociedade humana para um olhar além do seu próprio umbigo.
Mas também dos formadores de opiniões, enquanto possibilidade (de participar)
da construção de uma cidadania contemporânea, no sentido da convivência crítica
com fatos. Vamos tentar expandir essa fronteira intelectual. Volto a frisar que
eu não estou defendendo um candidato ou outro, apenas prezando pela prestação
de serviços de qualidade que somente quem estiver à frente da prefeitura poderá
gerenciar. Eu quero a garantia que as verbas e os impostos pagos por nós,
cidadãos, sejam usados da maneira correta, sejam eles convertidos em melhorias
na infraestrutura, saúde, cultura, segurança pública, lazer, educação... Mas é
fato que nunca acreditei que o governo de Frederico nos proporcionaria isso
Ao que tudo indicava nós estávamos vivenciando uma experiência de retorno de conteúdos arcaicos, num jogo político de vale-tudo para barganhar o poder que nós já havíamos presenciado com JHF.
Por tudo o que estamos passando agora,
mais uma vez, é um fato que não podemos nos orgulhar enquanto pensarmos que foi
ele, Frederico, que o município elegeu, mas nos orgulhamos muito da justiça
feita uni presente em Dionísio, superando todas as atrocidades e vandalismos
que os tucanos fizeram depois de divulgado os resultados das eleições. E peço
pra que esses atos não sejam praticados novamente, por ambos os braços
políticos.
Mas em pouco tempo a história cairá no
esquecimento, como acontece com praticamente todas as histórias. Mesmo o
esquecimento, no entanto, não apagará para homens mais lúcidos do futuro que,
um dia, refletirão com crítica esses acontecimentos que marcam a sociedade
dionisiana. A ideia viverá enquanto houver alguém que acredite nela; e eu
acredito!
Quem é o Povo? Eu sou o Povo? Ou eu tenho um Povo e teria sentido eu dizer "MEU POVO"? Será que seria legítimo, a tecnocracia impor alternativas que lhe fosse melhor? Será que a nova Hermenêutica Constitucional brasileira é Schmittina? Não tenho resposta para estas perguntas, mas sei que sou parte integrante do Povo dionisiano, posso enquanto indivíduo fazer escolhas de minorias, mas acredito que o Estado Democrático de Direito atual deve ser Social e Plural, e nesta visão, busco apenas um Povo Cidadão, Livre e Soberano para fazer suas escolhas.
ResponderExcluir