Ao
passo que o blog foi ganhando notoriedade entre os leitores logo
surgiram também críticas de que eu não proponho nada, só aponto os
erros. E fiquei preocupado, mas por pouco tempo. Pois é direito do
cidadão reclamar, apontar, denunciar e protestar e não dá para cair
nessa lógica burra de que se não sei fazer melhor, não posso criticar.
Ora, somos cidadãos comuns, não sabemos gerenciar um posto de saúde ou
uma escola, mas estamos vendo que não está bom, que tem fila, que os
alunos não estão aprendendo. Afinal, elegemos alguém para cuidar disso e
precisamos cobrar, ele tem o dever de descobrir as soluções. Ou será
que não? Que devemos aguentar passivos já que não temos propostas?
Viver
de acordo com essa ótica limita a visão do cidadão sobre a amplitude do
seu direito de cidadania. Optar por, além de vendar os olhos, também
vedar a boca implica em algo muito mais grandioso que influenciará
direta ou indiretamente na vida dos habitantes da cidade, uma vez que
todos estão passivos de carecer dos serviços prestados pelo órgão
público. Não há Estado Democrático de Direito sem a existência de um
Poder Legislativo/ Executivo forte e atuante. Não há democracia sem
esses poderes. E é em função disso que se viabilizam todas as críticas
postadas neste blog.
Outros
tantos cidadãos questionam por eu não mostrar os pontos fracos do
governo Weber. Eu volto a frisar a importância desse homem que recuperou
o município e a esperança no coração de Dionísio. As falhas são
inevitáveis, mas não acredito que em um único mandato se possa por fim a
todos os malefícios e lacunas deixadas pela administração anterior que
se perpetuou por 20 anos no poder. Na Era Weber vi sendo feito um
trabalho sério na Prefeitura. Inúmeras obras foram concluídas e outras
tantas estão em pleno andamento, de tal forma que eu nunca havia
presenciado antes. Esses são os devidos méritos que todo e qualquer
cidadão deve dar à administração Novos Rumos. Neste contexto posso falar
sobre o que eu vejo. Vejo que a educação avançou um pouco, a passos
lentos, mas não há outra maneira. Neste setor os benefícios somente são
notados em longo prazo. Na saúde posso ver a construção de novos postos
de atendimento pra descentralizar o setor e, consequentemente, haverá a
ampliação de novos empregos. Tais postos foram feitos em lugares
estratégicos, mas não com o intuito de beneficiar um ou outro, mas
beneficiar comunidades inteiras, como a Comunidade dos Bastos, onde os
moradores poderão ser atendidos no posto construído em anexo ao Ginásio
Poliesportivo Valdivino Ferreira, por exemplo.
Por
essas e outras que eu defendi e defenderei a continuidade dessa
política. Sei que, a princípio, não podemos mais contar como prefeito
com aquele que se propôs e firmou o compromisso da continuidade desse
mesmo perfil de administração – Osvaldo Araújo. Os cidadãos caíram na
cilada de acreditar que Frederico era algo novo ou revolucionário, mas
se esqueceram de olhar que nos outdoors aparecia uma sombra chamada José
Henriques Ferreira, como que dizendo: “eu estou de volta”. Apostaram na
propaganda de “juventude”, mas a política? Ahh essa é das antigas,
tanto quanto o seu pai. Ou melhor – tal qual a do seu pai. Regrediremos
ao estado de êxtase proporcionado por festas? Migalhas jogadas aos pés
dos cidadãos enquanto os “peixes graúdos” se saboreiam com o maior dos
banquetes? E quando a desordem tomar conta da cidade e a saúde,
educação, segurança pública e todas as outras funções-fim que devem ser
cumpridas pela prefeitura estiverem à deriva da sorte, então o erro da
escolha será notado, pena que vai ser tarde demais, pena que quem mais
sofre com isso são os cidadãos conscientes e sorte dos dionisianos
ausentes que o apoiaram e que não querem nada além de festas, afinal,
depois de um fim de semana, eles estarão dispondo de outros serviços
prestados em outras cidades e tão pouco importa as quantas andam as
coisas por aqui, até que venha a próxima festa. Pena que aqueles que se
contentam com tão pouco são a maioria.
"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.”
Pablo Neruda
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