José Henriques Ferreira passou sua vida política muito
distante das causas democráticas. Seu filho nada mais é do que um resultado de
pessoas que chegaram ao poder do executivo fazendo uso de uma tática muito
comum na nossa política, entretanto, pouco produtiva – o personalismo. O
eleitor é conduzido a votar em nomes, não em propostas, o que nos leva a crer
que a geração que substituirá a que está na política é a das personalidades,
como ocorreu na eleição de Fernando Collor. Essa é uma prática que aprofunda o descrédito
da política. Provocando dissabor ao eleitor com a atividade política, pois o
voto é uma coisa, a atuação parlamentar é outra muito distinta daquela
elaborada no período eleitoral.
Dionísio é uma cidade como qualquer outra, havendo
alta complexidade humana e social, com 8.700 habitantes aproximadamente. Estamos
falando de uma cidade que precisa ter o reconhecimento da maioridade
democrática que eu, em tempos atrás, acreditei, erroneamente, ter acontecido.
Não podemos deixar o município à deriva, ao sabor dos ventos, carente de um
verdadeiro projeto de desenvolvimento e planejamento, de fato, estratégico. Não
podemos deixar que, novamente, o cargo máximo do município faça uso da verba
pública com claro intento de promoção pessoal como comprovado na forma da
cassação dos diplomas de José Henriques Ferreira e Ângelo Mendes.
ótimo texto; mas só penso um pouco diferente em um ponto: não acredito que os eleitores dionisianos estão votando em nomes. acredito que eles preferem o "amigo do povo", aquele que se prontificará a fazer alguns "remendos" ao invés de projetos, desenvolvimento e tudo mais que é de nosso DIREITO. infelizmente precisa de muito mais evolução, esclarecimento e cultura para Dionísio chegar a um patamar de conhecimento político decente.
ResponderExcluirExcelente a sua análise. Mas quando digo que se votam em "nomes" digo exatamente o que se estava estampado em cada outdoor do candidato Frederico - a imagem de seu pai. Isso funciona como uma forma de induzir e persuadir o eleito a vincular diretamente sua administração à administração de seu pai. Como disse antes - a princípio não existe distinção entre o governo de 2004 (Pai) e 2012 (Filho).
ResponderExcluirDivulgue o blog, por favor. Muito obrigado pela visita. Volte sempre. Conto com o apoio de cidadãos ativamente cívicos como você.