quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Perigo! Dionísio enxerga fantasmas.



José Henriques Ferreira passou sua vida política muito distante das causas democráticas. Seu filho nada mais é do que um resultado de pessoas que chegaram ao poder do executivo fazendo uso de uma tática muito comum na nossa política, entretanto, pouco produtiva – o personalismo. O eleitor é conduzido a votar em nomes, não em propostas, o que nos leva a crer que a geração que substituirá a que está na política é a das personalidades, como ocorreu na eleição de Fernando Collor. Essa é uma prática que aprofunda o descrédito da política. Provocando dissabor ao eleitor com a atividade política, pois o voto é uma coisa, a atuação parlamentar é outra muito distinta daquela elaborada no período eleitoral.
Dionísio é uma cidade como qualquer outra, havendo alta complexidade humana e social, com 8.700 habitantes aproximadamente. Estamos falando de uma cidade que precisa ter o reconhecimento da maioridade democrática que eu, em tempos atrás, acreditei, erroneamente, ter acontecido. Não podemos deixar o município à deriva, ao sabor dos ventos, carente de um verdadeiro projeto de desenvolvimento e planejamento, de fato, estratégico. Não podemos deixar que, novamente, o cargo máximo do município faça uso da verba pública com claro intento de promoção pessoal como comprovado na forma da cassação dos diplomas de José Henriques Ferreira e Ângelo Mendes.

2 comentários:

  1. ótimo texto; mas só penso um pouco diferente em um ponto: não acredito que os eleitores dionisianos estão votando em nomes. acredito que eles preferem o "amigo do povo", aquele que se prontificará a fazer alguns "remendos" ao invés de projetos, desenvolvimento e tudo mais que é de nosso DIREITO. infelizmente precisa de muito mais evolução, esclarecimento e cultura para Dionísio chegar a um patamar de conhecimento político decente.

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  2. Excelente a sua análise. Mas quando digo que se votam em "nomes" digo exatamente o que se estava estampado em cada outdoor do candidato Frederico - a imagem de seu pai. Isso funciona como uma forma de induzir e persuadir o eleito a vincular diretamente sua administração à administração de seu pai. Como disse antes - a princípio não existe distinção entre o governo de 2004 (Pai) e 2012 (Filho).
    Divulgue o blog, por favor. Muito obrigado pela visita. Volte sempre. Conto com o apoio de cidadãos ativamente cívicos como você.

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