O tempo anda curioso e salta estranho
aos nossos olhos. Com o julgamento do mensalão petista eu poderia dizer que
vivemos uma refundação da república brasileira. É um momento histórico e que
poucos estão se dando conta. Mariana - símbolo da República Francesa e de
tantas outras, e que orna nossos edifícios públicos, assim como nossas moedas -
havia sido esquecida, desprezada. No célebre quadro de Eugène Delacroix, é ela
que guia o povo rumo à conquista da liberdade. No Brasil, Mariana acabou se
perdendo nos meandros da corrupção.
Traçando um paralelo em nossa querida Dionísio, percebo o esboço, o reflexo do que está acontecendo no Brasil – reposicionamento da cidade observado e cumprindo os dispositivos legais. Mediante tanta tolerância e acomodação do povo perante tudo aquilo que nos é imposto, surge uma nova fome, a fome em semear o progresso e o desenvolvimento; surge a sede, sede para por fim aos nebulosos acontecimentos que permeavam o município. Existiu um tamanho desprezo pelos valores republicanos vigentes na administração psdbista que se perpetuou no poder por cerca de 16 anos e agora eles estão de volta; viveremos mais do mesmo? Ninguém consegue ver que o agravamento da miséria tem suas raízes fundamentadas na nossa alta tolerância à corrupção? Qual o “novo” cenário político que sai das urnas?
Há quem diga que ainda é cedo e seria pretencioso tentar delinear um quadro geral a respeito do que vem pela frente, entretanto eu discordo, acredito cegamente que pensar no pior nos ajuda a estar preparados para lidar com qualquer situação. Essa é a minha defesa. Estou armado “até os dentes” e usarei de todos os meios cabíveis para garantir a democracia em sua excelência, potencializando essa força no povo que ainda acredita no poder do conjunto como combustível maior em prol da reivindicação máxima da participação popular no governo da “Frente de Renovação Dionisiana”.
- Para além da análise dos
desempenhos dos candidatos, vale chamar a atenção para o papel da chamada Lei
da Ficha Limpa nestas eleições. Não obstante sua enorme importância para a
melhoria do sistema político brasileiro, há aqueles que de determinada maneira conseguem "driblar" a lei. Pena que na nossa cidade a política hereditária
garantiu a vitória nesse pleito e de certo modo o ex-prefeiro ficha suja
garantiu, no mínimo, mais quatro anos da prefeitura nas mãos da sua coligação
não havendo, a princípio, distinção entre a eleição de 2004 e a de 2012.
Reivindicar participação popular no governo da FRD? kkkk... O povo só teve a oportunidade de participar do governo do JHF, pois o Weber Americano fechou as portas da prefeitura para o povo... Ironia neste blog é mato aushaushaushahs...
ResponderExcluirDesculpe, mas vou ter que divergir. No governo JHF muitos dos nossos anseios foram frustrados - ele não deu suporte à educação superior que necessitava de transporte, ele não calçou ruas que não fossem do 'centro' como na Rua do brejo e a Serra do Luar por exemplo, dentre outros. Ora, se fechar as portas da prefeitura para o povo é suprir as suas necessidades então que a porta permaneça fechada, haja vista que no período em que você cita como portas abertas significava desamparo para a população, a não ser que você esteja falando sobre cervejas, festas e tapinha nas costas. Pão e circo não é o que as pessoas precisam.
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