quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Teu Futuro não Espelha essa Grandeza.



Em vista dos acontecimentos recentes, com a bisonha reação dos eleitores perante a escolha do Frederico como prefeito de Dionísio, cabe deduzir, com algum grau de desalento, que há de ser uma administração muito pouco confiável. No caso, o caráter pouco democrático previsível, nos dão indícios de uma retroatividade inegável, como conduzido nos fatos passados dessa mesma gestão chefiada pelo Ex-Prefeito cassado José Henriques Ferreira – que vai contra a premissa institucional básica de que o prefeito deve debater políticas públicas com a participação popular.
Este sempre fez questão de ostentar um pequeno subsídio para a subsistência dos mais pobres, anulando o poder reivindicatório das frações organizadas da classe tal qual inviabilizou qualquer perspectiva de projeção para um próximo passo no campo econômico ou intelectual de todo o município. A falta de uma consciência crítica dos cidadãos deixa o município a mercê daqueles que são incapazes de reconhecer a dialética como um pilar do sistema político-democrático não havendo, portanto, acréscimo decisivo na qualidade da democracia: no modo de entendê-la e de praticá-la.
Para efeitos práticos, o que importa é a fotografia do momento, e é certo que o governo Weber foi, inegavelmente, superior a qualquer governo vigente na última década; não coincidentemente a administração tucana. As obras, mesmo nesse período de preparação para transição de governo, se mantem a ‘pleno vapor’, como deve ser. Nunca havia visto tantos investimentos na área social como vi nesses 5 anos. É fato que este governo teve seus momentos de falha, mas daremos os devidos méritos ao Weber por ter reerguido o município das cinzas, por ter feito renascer o fervor de esperança e sonhos em cada munícipe. Não existe uma fórmula magica capaz de recuperar uma cidade que viveu 20 anos de completo desamparo em apenas um mandato, por essa razão defendi a candidatura do Osvaldo, que tinha como principal pauta de campanha a continuidade dessa política de investimentos reais e aos poucos eliminaria tais empecilhos.
De qualquer forma, a Era Weber nos deixou claro que de todas as mudanças realizadas ate agora esta é a que mais se aproxima dos interesses coletivos e a única em que a transparência foi, de fato, uma realidade.

Foi uma alegria imensa ver a cidade desenvolver nesses últimos 5 anos. Pular e cantar junto com pessoas diferentes, diversas e plurais. Encontrar o outro e reconhecer nele parte de você. De repente, num instante, você não existe mais, eu também sumi e só existe “nós”. Nós podemos mais, nós cantamos mais alto, nós vibramos mais, nós não cansamos, nós não paramos, nós não podemos ser derrotados!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Chaga da Corrupção Dionisiana.




José Henriques Ferreira foi condenado pelo TRE de Minas Gerais e teve seus direitos políticos suspensos. Está inelegível! Provas e mais provas de suas falcatruas foram apresentadas e os eleitores tucanos (cidadãos que também foram roubados) ainda o defendem, votam no seu filho, criam tumulto... Isso é o que? Fanatismo, cegueira, acobertamento, interesses financeiros ou sem-vergonhice? Ou todos esses fatores?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dionísio em... O Mito da Caverna.



O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se à nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é à vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade.

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP